quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A TRAGÉDIA DE NEWTOWN



Numa sociedade que cultua a arma de fogo qual uma panaceia para todos os males, muitas tragédias decorrem, como efeito colateral, do próprio culto desvairado. Nos Estados Unidos, a poderosa indústria de armas de fogo dita os rumos das políticas públicas internas e externas, enquanto a maioria da população acredita que a posse de arma é um direito fundamental à segurança, praticamente uma cláusula pétrea. 
No cinema americano, as armas de fogo não protagonizam somente filmes de ação, mas também de drama, suspense, terror e até romance. Não há nada que resista a uma chuva de balas, nem mesmo zumbis, fantasmas, demônios e quejandos.
Nancy Lanza, mãe de Adam Lanza, o atirador da tragédia de Newtown, colecionava armas e se divertia levando o filho, portador de distúrbios mentais, para atirar.  
Adam Lanza utilizou na matança uma Glock 10mm, uma Sig Sauer 9mm e um fuzil Bushmaster, armas a que somente grupos de elite da polícia brasileira têm acesso.
As causas da violência humana decerto possuem muitas faces, em todos os rincões; no entanto, numa peça em que todas as personagens dispõem de uma arma de fogo ao alcança da mão, como uma solução prática para quase todos os seus problemas, a pertubação mental de um jovem é apenas a feição secundária de um drama maior.

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