domingo, 15 de abril de 2012

O ÚLTIMO JUDEU DE VINNITSA



Quando o ódio insano vira um norte tempestuoso,
A semente do mal viceja a insensibilidade humana.
Quando a megalomania encontra adepto fervoroso,
A ignorância prolifera a pérfida insensatez tirana. 

Se o aplauso em volta açula o demente impetuoso,
 A besta enterra a inocência aflita co'a frieza leviana. 
Se a nuvem negra varre a superfície do solo sinuoso,
A semente do bem se rebela contra a farsa mundana.

A luz resseca a soberba do covarde presunçoso, 
A treva faz-se o desterro da ignomínia profana,
Quando renasce imponente o sentimento virtuoso. 

A austeridade judia é gêmea da liberdade cigana. 
O jugo do semelhante um viés maníaco defeituoso. 
Aos humilhados e ofendidos a igualdade soberana.

Eliton Meneses

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