quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Soneto LXII


Quantas vezes deixamos fenecer
As flores que achamos no caminho;
Pensamos desvendar o pergaminho,
Depois de indecorosos nos perder.

Sonhamos com o sol do amanhecer,
Ainda quando o sono foi mesquinho;
Um se vai e o outro, tão sozinho,
Repara todo o quadro emudecer.

Pressentimos o fim do labirinto,
Quando os raios furtivos da aurora
Aquecem a inesperada solidão.

Às vezes nos guiamos por instinto,
Incautos nos lançamos mundo afora,
Ferindo sem querer um coração...

Eliton Meneses

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