sábado, 21 de abril de 2012
PARA O PRESIDENTE DA ACADEMIA PALMENSE DE LETRAS - UMA JOIA DA HUMANIDADE
Giuseppe Verdi - Nabucco - Va, pensiero
Nabucco è la terza opera (il titolo originale è Nabucodonosor) di Giuseppe Verdi e quella che ne decretò il successo.
Va, pensiero (Va, pensiero, sull'ali dorate) è uno dei cori più noti della storia dell'opera, collocato nella parte terza del Nabucco di Giuseppe Verdi (1842), dove viene cantato dagli Ebrei prigionieri in Babilonia.
Tradução
Vá, pensamento, sobre as asas douradas.
Vá, e pousa sobre as encostas e as colinas.
Onde os ares são tépidos e macios.
Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do Jordão
E as torres abatidas do Sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque choras a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fale-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de Jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o Senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.
"Não existe nada mais subversivo do que um subdesenvolvido erudito." Geraldo Vandré
P.S.: Para quem porventura não saiba, o presidente da Academia Palmense de Letras é o escriba-mor coreauense Manuel de Jesus, co-fundador e titular da cadeira nº 1 da APL.
P.S.: Para quem porventura não saiba, o presidente da Academia Palmense de Letras é o escriba-mor coreauense Manuel de Jesus, co-fundador e titular da cadeira nº 1 da APL.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
SALVE O DIA DO ÍNDIO
Cai o sol na terra de Makunaima
boa vista no céu, lua cheia de mel
sobe a serra de Pacaraima
eu sou de Roraima
boa vista no céu, lua cheia de mel
sobe a serra de Pacaraima
eu sou de Roraima
surubim, tucunaré, piramutaba
sou pedra pintada, buriti, bacaba
Caracaranã, farinha d'água, tucumã
curumim te espera cunhantã
um boto cantando no rio
beijo de caboclo no cio
parixara na roda de abril, se abriu
linha fina no meu jandiá
carne seca, xibé, aluá
jiquitaia, caxiri, taperebá...
(Zeca Preto/Neuber Uchôa)
* Minha homenagem, carregada de saudade, especialmente aos índios de Roraima, terra que me acolheu carinhosamente por dois anos e meio inesquecíveis! De quem tive a honra de receber - como prova de amizade - um espelho para ver melhor o mundo!
domingo, 15 de abril de 2012
O ÚLTIMO JUDEU DE VINNITSA
Quando o ódio insano vira um norte tempestuoso,
A semente do mal viceja a insensibilidade humana.
Quando a megalomania encontra adepto fervoroso,
A ignorância prolifera a pérfida insensatez tirana.
Se o aplauso em volta açula o demente impetuoso,
A besta enterra a inocência aflita co'a frieza leviana.
Se a nuvem negra varre a superfície do solo sinuoso,
A semente do bem se rebela contra a farsa mundana.
A luz resseca a soberba do covarde presunçoso,
A treva faz-se o desterro da ignomínia profana,
Quando renasce imponente o sentimento virtuoso.
A austeridade judia é gêmea da liberdade cigana.
O jugo do semelhante um viés maníaco defeituoso.
Aos humilhados e ofendidos a igualdade soberana.
Eliton Meneses
sexta-feira, 13 de abril de 2012
OS CÃES CRUZARAM AS MONTANHAS
A Sabedoria dos Ditados Populares
Por Ricardo Conde
Por Ricardo Conde
Caríssimos leitores,
Quando fui convidado para escrever no Portal Fronteira da Paz, coloquei ao meu interlocutor – Julio Reinecken – que, além de textos próprios, gostaria de compartilhar as “pérolas” que encontro em minhas andanças pela Internet, pois sou um “buscador incansável” e, pode-se até dizer, tenho a “sorte” de encontrar textos e mensagens, talvez desconhecidos da grande maioria, que podem ajudar a muitas pessoas.
Foi-me dito que eu teria total liberdade de escolher os temas que publicaria, desde que citasse a fonte ou tivesse a permissão por escrito dos autores.
É o que, graças a Deus, tenho feito.
Herdei de minha mãe o gosto pelos Ditados ditos “populares”.
Acho que, sem sombra de dúvidas, eles encerram verdades incontestes a respeito das intrincadas relações existentes entre os seres humanos.
Nos últimos dias, não sei por que, veio-me à lembrança essas grandes verdades incutidas em pequenas sentenças que nos levam a reflexões muito mais profundas. Talvez o meu subconsciente esteja me fazendo lembrar delas, em função de fatos que estejam acontecendo em minha vida.
Eu, no entanto, acho que essa inter-relação consciente-inconsciente é plenamente salutar...
Três textos foram por mim selecionados, para brindar aos meus queridos leitores, nesta oportunidade.
Três textos foram por mim selecionados, para brindar aos meus queridos leitores, nesta oportunidade.
Acredito que essas verdades ainda estão plenamente vigentes nos nossos tempos atuais, apesar da antiguidade de suas formulações. Acredito, mesmo, que MERECEM SER RELEMBRADAS.
Espero, sinceramente, que lhes sejam úteis. E que o Grande Arquiteto do Universo (tenha o Nome que tiver, de conformidade com as suas convicções pessoais) esteja, sempre, em seus corações!
[Texto 1]
[Texto 1]
OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA
(...)
CUESTA ABAJO - UN CLÁSICO DE SIEMPRE
Cuesta abajo
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Tango 1934
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Música: Carlos Gardel
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Letra: Alfredo Le
Pera
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Si arrastré por
este mundo
la vergüenza de haber sido y el dolor de ya no ser. Bajo el ala del sombrero cuantas veces, embozada, una lágrima asomada yo no pude contener... Si crucé por los caminos como un paria que el destino se empeñó en deshacer; si fui flojo, si fui ciego, sólo quiero que hoy comprendan el valor que representa el coraje de querer. Era, para mí, la vida entera, como un sol de primavera, mi esperanza y mi pasión. Sabía que en el mundo no cabía toda la humilde alegría de mi pobre corazón. Ahora, cuesta abajo en mi rodada, las ilusiones pasadas yo no las puedo arrancar. Sueño con el pasado que añoro, el tiempo viejo que lloro y que nunca volverá. Por seguir tras de su huella yo bebí incansablemente en mi copa de dolor, pero nadie comprendía que, si todo yo lo daba en cada vuelta dejaba pedazos de corazón. Ahora, triste, en la pendiente, solitario y ya vencido yo me quiero confesar: si aquella boca mentía el amor que me ofrecía, por aquellos ojos brujos yo habría dado siempre más. |
quinta-feira, 12 de abril de 2012
A Defensoria Pública na visão do STF | Opinião | O POVO Online
A Defensoria Pública na visão do STF | Opinião | O POVO Online
ADI N. 3.965-MG
RELATORA: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE.
ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO
DE MINAS GERAIS. LEIS DELEGADAS N. 112 E 117, AMBAS DE 2007.
1. Lei Delegada n. 112/2007, art. 26, inc. I,
alínea h: Defensoria Pública de Minas Gerais órgão integrante do Poder
Executivo mineiro.
2. Lei Delegada n. 117/2007, art. 10; expressão
“e a Defensoria Pública”, instituição subordinada ao Governador do Estado
de Minas Gerais, integrando a Secretaria de Estado de Defesa Social.
3. O art. 134, § 2º, da Constituição da
República, é norma de eficácia plena e aplicabilidade imediata.
4. A Defensoria Pública dos Estados tem
autonomia funcional e administrativa, incabível relação de subordinação a
qualquer Secretaria de Estado. Precedente.
5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada
procedente.
(STF Informativo 660)
SEM DEFENSORIA NÃO HÁ CIDADANIA! AUTONOMIA JÁ!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
ABORTO, NÃO!
Sempre nos disseram que enquanto há vida há esperança; então, por que interromper a vida?
Sempre nos disseram para nunca desistir e lutar até o fim; então, por que desistir de sonhar?
Talvez porque também não nos disseram que a ciência humana é só um ponto perdido na imensidão dos mistérios do universo, que, apesar de enormes, cabem nos nossos corações!
Talvez porque ainda não nos demos conta de que o ser humano é um todo e não somente um cérebro!
Talvez porque ainda não nos demos conta de que a vida é o pressuposto e o resto mera decorrência.
Sempre que tentamos desafiar a natureza fomos derrotados.
É preferível deixá-la livre para seguir os seus próprios passos.
Sempre que tentamos desafiar a natureza fomos derrotados.
É preferível deixá-la livre para seguir os seus próprios passos.
É preciso conviver com as diferenças, e aprender a respeitá-las.
É preciso saber que um cérebro vale menos do que um coração.
É preciso saber que um cérebro vale menos do que um coração.
É preciso dar voz a quem não a tem, erguido do cômodo divã.
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã".
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã".
Viva a vida! Viva o direito de viver!
Fco Eliton Meneses
segunda-feira, 9 de abril de 2012
EIS QUE NASCE A APL!
Rascunho
da agenda da semana santa...
E por que desde quinta
feira eu tinha recebido convite do colega Fco Eliton A Meneses para confabularmos
e trocarmos algumas idéias, respondi via sms texto com o seguinte teor:
"Uma boa prosa eu
enfrento com certeza principalmente se tiver como petisco orelhas fritas. De
fiéis e infiéis, é claro. Já vinho, este sim tá sensurado. Não pela têmis
sucupirana mas pela dupla da pesada: Gastrite e Omeprazol."
E como assim
ficou combinado disperdicei a sexta e o sábado em passeios banais deixando o
pro domingo de páscoa a confabulação final. Nada melhor do que fechar o
feriadão com chave de ouro. Em meia manhã e meia tarde traçamos vários caminhos
em prol da elevação cultural, minha na maior parte. Da política à ciência, da
religião ao cetismo, não tem um vivente desta nação jambonese que não tenha
sentido um calorzinho detrás da orelha. Em fogo alto gastei gás e saliva. sem
dó nem piedade. Para não mim taxarem de parcial não poupei nem alguns parentes
que proximo testemunhavam tal sessão.
Como já
tinha sido intimado pelo mesmo a fundar e sentar compulsoriamente na Cadeira
número 1 da Academia Palmense de Letras-APL, (nomenclatura ainda sujeita a
alterações, mas não dos objetivos) aproveitei o momento e fí-lo. Não
simplesmente por que quí-lo, mas por que já era necessário e
tardio tal momento. Não é lá tão confortável tal móvel, visto que para não me
acusarem usar o poder em benefício próprio, escolhi uma de tiras de couro crú,
que se encontravam abandonada na casa de minha mãe, local onde findou a reunião
de dois tempos. Ía ser minha mesmo. Por mérito ou por herança.
Por ironia
do destino, ou quis o mesmo, que, justamente na páscoa eu me tornasse imortal.
Já era hora mesmo. Não bastava ser um aletrado...
Esperem em
um breve porvir os postulados básicos e "regimentátórios" de tal
agremiação que nasce nesta páscoa e se estenderá por todo o sempre, escrevendo
"nastória" jambonese os rastros do caminhar "reto" desta
gente nos "tortuosos" caminhos do escrúpulo, da ética, do
social, do econômico e da principal atividade que tanto eleva como rebaixa o
homem: A política.
São sete,
(conta do mentiro não é mesmo escriba?) o número total de cadeiras. Cinco ainda
livres, pois a número dois é com certeza pertencente ao nobre colega
có-fundador de tal agremiação Francisco Eliton. Sabatinado que foi pelo o
Escriba-Mor sucupirano neste domingo de páscoa o mesmo mostrou ser possuidor
das qualidades juramentadas para ocupação vitalícia de tal trono.
Aos letrados
e principalmente os "aletrados" que se façam presente na produção
"letratória" visando aquecer as próximas reuniões que sem data certa
para ocorrer, com certeza ocorrerão.
Jambom, 08
de abril de 2012
Tenho
dito... E sempre!!!
Manuel de
Jesus
(publicado
originalmente n'A Trombeta de Jambom:
Francisco
Eliton A Meneses: Não por
reputar ser merecedor de tamanha honraria, mas pela nobreza da desafiante causa
e pela admiração aos predicados do seu fundador-mor, hei por bem aceitar a
indicação para a Cadeira nº 2 da APL, até porque, no momento de sua
instituição, mesmo sem o saber, já a estava ocupando...
A
singeleza da cadeira de tiras de couro cru - fiel ao ideário da novel
instituição - retrata o imenso desafio de ocupá-la, mas reserva um imensurável
conforto imaterial àqueles que a dignifiquem.
Aceito a
honrosa missão, porque também acredito no sussurro do pássaro pousado nos
umbrais da APL, porque acredito que "As coisas tangíveis tornam-se
insensíveis à palma da mão; Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas
ficarão." (Drummond)
Salve,
salve a APL!
sábado, 7 de abril de 2012
DIREITOS HUMANOS - NA PRÁTICA
Defensoria Pública Geral do Estadodefensoria pública da comarca de TAMBORIL
ExcelentíssimO Senhor Doutor JuIZ de Direito da Vara ÚNICA da comarca de TAMBORIL – Ceará.EXECUÇÃO DE PENA Nº 3537-54.2011.8.06.0170/0TEODORICO FARIAS ROSA, já qualificado nos autos da Execução Criminal em epígrafe, vem respeitosamente perante V. Ex.ª, assistido pela Defensoria Pública do Estado do Ceará, por intermédio do Defensor Público em exercício nesta Comarca, expor para ao final requerer o que se segue.
01. O requerente foi condenado pelo MM. Juízo da Vara Única desta Comarca a uma pena de 08 (oito) anos de reclusão em regime inicialmente fechado, que vem sendo regularmente cumprida desde 04.03.2011 na Cadeia Pública de Tamboril.
02. Ocorre, Ex.ª, que o condenado é um idoso de 63 (sessenta e três) anos de idade, que sempre morou no Distrito de Sucesso, neste Município, na companhia de sua mãe, senhora idosa de 95 (noventa e cinco) anos, às voltas com diversas moléstias inerentes à idade avançada, a quem ele prestava toda a assistência material e psicológica, tendo, porém, que deixá-la ao abandono abrupta e dramaticamente a partir de sua prisão.
03. A prisão do filho representou um enorme trauma na vida da senhora EXPEDITA DE FARIAS ROSA, mãe do detento, filho com quem ela residia e que representava seu principal arrimo material e emocional. Tal drama foi minuciosamente relatado nas declarações prestadas por diversas pessoas do Distrito de Sucesso junto à Defensoria Pública desta Comarca.
04. Da declaração de JOSÉ JOSAFÁ CEDRO ALVES, convém destacar que: "quando ele (detento) foi preso ela (mãe) chorou muito e devido a sua bronquite e pelo fato de ser muito debilitada o declarante a levou para o hospital com medo da mesma vir a óbito; (...) Que dona Espedita só abre a boca para perguntar notícias do filho e para perguntar notícias do filho e para perguntar o dia que ele irá voltar para casa, ao que o declarante sempre lhe responde que ela está vindo para lhe dar esperanças; (...)" (cf. doc. anexo).
05. Da declaração de FRANCISCA ARAÚJO MELO, anota-se que: "a D. Espedita hoje está muito debilitada e que o Sr. Teodorico foi quem sempre cuidou dela; que todos ficam enganando a D. Expedita falando pra ela que o Sr. Teodorico está vindo para ela ter esperanças, pois devido a sua avançada idade age como criança; Que a D. Espedita passa o dia chamando pelo filho; Que quem cuida é a filha da D. Espedita, D. Dedice, que já conta com 70 anos de idade, mas como também é idosa e doente, a responsabilidade fica toda pra neta (...)" (cf. doc. anexo).
06. Da declaração de FRANCISCO PAULO LINS, impende ressaltar que: "tem certeza que o Sr. Teodorico não foi culpado do crime, que a própria vítima, Raquel, já declarou que incriminou o Sr. Teodorico porque ele não lhe deu R$ 10,00 (dez reais); Que ela sempre está bêbada pela cidade e que por diversas vezes teve de deixá-la de viatura até sua casa; (...) Que o Sr. Teodorico é um homem de bem, que nunca seria capaz de cometer esse crime; Que até hoje comentam que o Sr. Teodorico está preso injustamente (...) Que é ele quem cuida quem cuida da mãe, que é muito idosa e está precisando muito da ajuda do filho; (...)".
07. Da declaração de ROSIMAR SALVIANO TEIXEIRA, colhe-se que: "por Teodorico ser solteiro, sempre viveu com sua mãe que é doente há muito tempo; Que ela tem uma gripe que não cura e sua perna tem platina, o que dificulta a sua locomoção; (...) Que a neta da Sra. Espedita teve que se mudar da casa de seus pais (Areias) para Sucesso, afim de cuidar da avó; A neta dorme com ela todos os dias porque os outros familiares não tem condições; (...) Que a D. Espedita sente muita falta do filho; que ela só se alimenta quando dizem que o "Dorinho" está vindo; Que fica na calçada chamando ele; (...)" (cf. doc. anexo).
08. A afeição devotada ao detento não é um isolado sentimento materno; na verdade, toda a comunidade do Distrito de Sucesso nutre por ele um especial carinho e respeito, por seu caráter, humildade e simpatia. Uma das declarantes afirma que: "Teodorico é um grande homem, todos sentem muito a sua falta, (...); Que é amigo de todos de sua família e todos lhe querem muito bem" (cf. depoimento de Francisca Araújo, anexo). Um outro declarante consignou que: "sempre quando há algum crime na cidade a população se revolta pedindo a prisão do acusado, mas que no caso do Sr. Teodorico foi diferente, todos ficaram cobrando que ele fosse libertado porque na verdade a injustiça foi praticada contra ele; (...)" (cf. depoimento de José Josafá, anexo).
09. As razões que recomendam a transferência do detento são humanitárias, sociais e pessoais. Humanitárias porque a mãe do detento dentro em breve já não reunirá forças para ficar chamando em vão o filho na calçada, esvaindo-se-lhe todas as esperanças e quiçá a vida, mercê da idade avançada e das moléstias que a acometem, agravadas pela inconsolável saudade que sente do filho preso. Sociais porque a condenação do detento gerou um profundo sentimento de injustiça no Distrito de Sucesso, nutrido pela crença generalidade de que se estava a praticar um lamentável erro judiciário, notadamente quando Teodorico foi arrancado preso do seio da comunidade, para expiar sua pena na Cadeia Pública de Tamboril, de sorte que o retorno do detento ao Sucesso, inda que para cumprir pena, pode representar um simbólico ganho nesse drama pródigo em padecer. E pessoais porque um homem da índole do Sr. Teodorico decerto não suportará por longo tempo o cárcere sem o alento familiar, sem ao menos poder contemplar e abraçar vez por outra sua querida mãezinha...
10. Noutro passo, o pleito do apenado, e mais especificamente de sua família e da comunidade do Sucesso, encontra respaldo na própria LEP, que dispõe, no art. 103, que os presos devem permanecer custodiados em local próximo ao seu meio social e familiar.
11. Demais disso, o Distrito de Sucesso conta com um Destacamento da Polícia Militar, equipado com 02 (duas) celas, no qual laboram 04 (quatro) policiais militares e 06 (seis) agentes do pró-cidadania, revezando-se em escalas respectivamente de 2x2 (policiais) e 3x3 (agentes), reunindo condições suficientes para custodiar o requerente durante o cumprimento de sua pena. Nesse sentido, aliás, é a declaração prestada pelo Comandante do Destacamento (cf. doc. anexo).
12. Quanto ao comportamento carcerário, é bem de ver que o Sr. Teodorico – como se poderia esperar de sua índole – é o mais disciplinado dos detentos da Cadeia Pública de Tamboril. Acerca dele, um dos declarantes afirmou com pertinência "que podem até deixar as portas abertas que ele não vai embora de lá; (...)" (cf. depoimento de Francisco Paulo Lins, anexo). Ademais, as diversas certidões fornecidas pela responsável pela Cadeia Pública e pelos carcereiros são uníssonas em dizer que o detento "tem bom comportamento, que faz o serviço de faxina, distribui o almoço, janta, lava as louças, zela por suas obrigações com muita responsabilidade, é um preso exemplar, não tem feito reclamações ou desordens (...)".
13. Ex positis, requer a V. Ex.ª, com esteio no art. 103 da LEP, a transferência do detento TEODORICO FARIAS ROSA para o Destacamento da Polícia Militar do Distrito de Sucesso, neste Município.
Termos em quePede e espera deferimento.Tamboril/CE, 14 de dezembro de 2011.Francisco Eliton A MenesesDefensor Público
Obs.: O pedido foi deferido e o Seu Teodorico já retornou exultante para próximo de sua mãe e de sua comunidade, estando prestes a progredir para o regime semiaberto, quando se recolherá ao Destacamento Policial somente durante a noite.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
LEIAM A TROMBETA DE JAMBOM
Eis
o nosso escriba-mor palmense, que há muito deixou de ser aspirante! E agora está
com um pé na cadeira nº 1 da Academia Palmense de Letras - APL! Dono de um teclado mágico, onde vem
talhando, sem parar, uma série de peças antológicas, uma atrás da outra!
Diante dos grandes a gente tem que parar e apreciar, lendo e
divulgando! Ó curso de datilografia bem feito!
Manuel de Jesus: "Assim eu acabo ficando acanhado véi... Ou quiçá mais atrevido e acabe sentando de vez. Na cadeira número 1 da APL."
Fco Eliton A Meneses: "Decerto,
depois de aboletar-se na cadeira nº 1 da APL, o escriba somente deixará
de esquentá-la quanto for 'estudar a geologia dos campos-santos', dado o
cunho vitalício do cargo de "imortal" ("Ad immortalitem")."
Manuel de Jesus: "Então assim sendo espero
aquecê-la por bastante tempo... Sabe como é né, sou um fanático pelas
letras, fanático, a ponto de me tornar um "aletrado". Então espero não
adentrar à geologia tão cedo... Que Deus seja o provedor de meus desejos e
sonhos." (via facebook)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Blog do Gilmar Paiva: DIÁRIO DE UM NAVEGANTE: PARA OS HERDEIROS DO ANCIE...: "Hence, salve Belchior e todos os poetas que de lá saíram, e os que ainda
pervagam as vielas da terra primeva dos filhos do interior!
Então, salve a Palma!"
Então, salve a Palma!"
Gilmar Paiva
Fco Eliton A Meneses:
Meu amigo Gilmar Paiva, a definição da terra de origem do grande
Belchior tende a se transformar numa daquelas questões caprichosamente
insolucionáveis - tal como a disputa por Gardel entre Tacuarembó e
Toulouse...
Como você é de Sobral e eu sou de Coreaú, mas dada a nossa grande amizade, um duelo entre nós seria impensável; por outro lado, também não poderíamos apostar a questão numa rinha de galos, porque a hercúlea luta animal foi erigida em contravenção penal; uma saída plausível, então, seria apostá-la (a questão) numa disputa entre os "gladiadores" do século XXI, numa transmissão da Rede Globo, que, patrocinando o espetáculo de ferocidade humana, revela se compadecer dos galos, mas olvidar por completo as pessoas humanas...
Sou solidário à sua saudade dos tempos em que havia "galos, noites e quintais..."
Abraço.
Como você é de Sobral e eu sou de Coreaú, mas dada a nossa grande amizade, um duelo entre nós seria impensável; por outro lado, também não poderíamos apostar a questão numa rinha de galos, porque a hercúlea luta animal foi erigida em contravenção penal; uma saída plausível, então, seria apostá-la (a questão) numa disputa entre os "gladiadores" do século XXI, numa transmissão da Rede Globo, que, patrocinando o espetáculo de ferocidade humana, revela se compadecer dos galos, mas olvidar por completo as pessoas humanas...
Sou solidário à sua saudade dos tempos em que havia "galos, noites e quintais..."
Abraço.
domingo, 1 de abril de 2012
PARA OS HERDEIROS DO ANCIEN RÉGIME UMA MENSAGEM DE UM GÊNIO DA PALMA
"Como Poe, poeta louco americano,
Eu pergunto ao passarinho: "Blackbird, o que se faz?"
"Haven never haven never haven."
Blackbird me responde:
Tudo já ficou atrás.
"Haven never haven never haven."
Assum-preto me responde:
O passado nunca mais!"
* Belchior foi criado em Sobral, antes de ganhar o mundo, mas nasceu mesmo foi em Coreaú (Palma)! Desde criança ouvi essa história, particularmente do amigo Rogério Boeiro, que dizia que sua mãe havia acalentado e trocado fraudas do grande poeta/cantor.
* "Se non è vero, è ben trovato."
MUZZARELA OU MUÇARELA?
Qual a forma correta em Português para aquele famoso queijo napolitano de leite de búfala ou de vaca, que se prepara com uma espécie de fungo conhecido por mozze no dialeto napolitano?
A autoridade oficial para dizer quais vocábulos pertencem ou não ao vernáculo é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - VOLP, uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa, bem como lhes fornece a grafia oficial, mas normalmente não lhes dá o significado.
O VOLP é elaborado pela Academia Brasileira de Letras, que tem a responsabilidade legal de editá-lo, em cumprimento à vetusta Lei Eduardo Ramos, de nº 726, de 08 de dezembro de 1900.
Assim, dizer que tal ou qual dicionarista registra ou não registra determinada forma - mesmo que seja o Aurélio ou o Houaiss - não resolve a questão no campo da ortografia, uma vez que a palavra oficial não está com eles, por mais respeitáveis que sejam, mas com o VOLP, que diz oficialmente qual a grafia correta das palavras.
Demais disso, se uma palavra originária de língua estrangeira já sofreu aportuguesamento, sendo incorporada ao vernáculo, então não deve mais ser empregada como escrita no idioma original, a não ser que haja expressa permissão do próprio VOLP.
Postas tais considerações, uma consulta ao VOLP revela que NÃO existem as seguintes grafias para o famoso queijo napolitano: moçarela, morzarela, mossarela, mozzarela, murzarela, mussarela e muzzarela. Por outro lado, são apontadas pelo VOLP como formas corretas: mozarela, muçarela e muzarela.
No campo da grafia das palavras, portanto, a questão é de ordem legal: a Academia Brasileira de Letras tem a delegação legal para elaborar o rol de vocábulos oficialmente existentes em nosso idioma e o faz por intermédio do VOLP, situando-se eventuais discussões acerca da grafia no campo científico – ou artístico.
* Para saber qual a grafia correta e oficial dos vocábulos em nosso idioma, consulte o "site" www.academia.org.br.
(adaptado do Manual de Redação Profissional. José Maria da Costa. 3ª ed. Millenium editora. p. 746/747.
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