sábado, 20 de dezembro de 2025

Medo


Como não ser inseguro,
sem um Deus que nos proteja,
sem um pai que nos proveja,
sem ter vela no escuro?

Como então descer do muro,
com a fera a nossa espreita,
com a vista sempre estreita,
sempre um medo do futuro?

Como sair do apuro,
do tédio de cada dia,
da danada da agonia,
sem conhecer Epicuro?

Como largar o perjuro,
se a vida é como a água,
na esquina sempre a mágoa
De um fim que é sempre duro?

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