terça-feira, 3 de julho de 2012

HEIDEGGER



"A experiência decisiva do meu pensamento, igualmente decisiva para a filosofia ocidental e para a reflexão da história do pensamento ocidental, revelou-me uma questão que nunca, no passado, fora posta: denominada a questão do ser. Tal questão é de suma relevância porque, no pensamento ocidental, a essência do homem é determinada pela relação entre o ser e a sua correspondente existência." (Heidegger) 

* Livre tradução

domingo, 1 de julho de 2012

NADA DE NOVO NO FRONT



Pintaram minha aldeia
De números, letras e de cores.
Mas esqueceram de pintá-la
De autênticos valores.

Se o povo qual rebanho
É tratado pelos condores,
Não há luz no horizonte 
Para alívio de suas dores.

Na disputa ao trono da tribo
Há sempre os mesmos atores.
Espectro de u'a elite tacanha; 
Assovio de metais tentadores.

Acéfala a caravana prossegue
No círculo de falsos redentores
Esquecida de que só ela mesma
Tem a cura dos seus dissabores.

Quiçá em meio a tanta pedra
Possamos colher algumas flores:
"Arrancar algum roçado da cinza".
Libertar o povo de seus temores.

Francisco Eliton Meneses

sábado, 30 de junho de 2012

POR UNA CABEZA (GARDEL/LE PERA)




Quando unimos nossa força e nosso talento, sem preconceitos e rivalidades inconsequentes, o resultado foi uma das maiores obras do cancioneiro universal.   
Na foto, o argentino Carlos Gardel e o brasileiro Alfredo Le Pera, seu principal parceiro musical, autores dos maiores clássicos da história do Tango, dentre eles Por Una Cabeza, Volver, Cuesta Abajo, Mi Buenos Aires Querido, Caminito, Lejana Tierra Mía, Adiós Muchachos, Golondrinas, El Día Que Mi Queiras, Mano A Mano, Sus Ojos Si Cerraron, Melodía de Arrabal...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PLATÃO


Considerado por alguns o maior filósofo de todos os tempos, Platão influenciou o pensamento de seu tempo e de épocas posteriores. Afirmava que a essência das coisas e a verdadeira realidade não estariam no mundo pragmático, mas no mundo das ideias. O homem em si mesmo não disporia de grande relevância, pois somente a sua capacidade de pensar com vista a algum fim é que lhe atribuiria algum relevo. Existiria, assim, um mundo das ideias, onde residiria o verdadeiro saber, tão real, ou ainda mais real, do que o mundo concreto. 
Quanto ao seu pensamento político, Platão acreditava num Estado ideal em que fossem dirigentes os filósofos e houvesse estratificação social para que se tornasse viável a manutenção do próprio Estado.
O homem somente seria grande enquanto participasse do Estado, sendo útil à sua comunidade, com o seu trabalho, como o seu pensamento ou mesmo com o seu comando. O indivíduo somente ostentaria grandeza enquanto fosse útil à polis. Assim, todos teriam seu papel específico na coletividade, sendo por isso Platão considerado o primeiro grande comunista.
As características do seu pensamento são as seguintes:
1) Coletivismo: Segundo Platão, não deveria haver propriedade privada, antecipando Marx. O ensino deveria ser patrocinado pelo Estado. As mulheres deveriam ser livres para casar com quem bem entendessem.
2) Autoritarismo: O Estado deveria concentrar a força. O indivíduo deveria respeitá-lo de todas as formas, ainda quando não agisse o Estado com razão.
3) Positivismo: Haveriam de prevalecer as leis da polis. A norma escrita deveria ser obedecida. Não acreditava no direito natural.
4) Estatalismo: Tudo deveria ser como o Estado achasse por bem que fosse. O indivíduo era um membro apenas do corpo coletivo; o Estado, como o todo, dispunha sempre de maior relevância.  

Francisco Eliton Meneses
Filosofia do Direito - 1999

ARISTÓTELES


Diferente de seu mestre Platão, que possuía um gênio mais especulativo, Aristóteles foi mais voltado para o pragmatismo. Tratou de organizar as ideias, adquirindo maior prestígio e notoriedade que o mestre, embora não se tenha afastado dele em demasia, como comumente se afirma.
Foi Aristóteles essencialmente metafísico e idealista. Para ele, o bem maior é a felicidade, consequência da virtude. O Estado não seria apenas uma organização aleatória de pessoas, mas algo atemporal e necessário pela própria índole de "zoo politic" do homem, que jamais poderia extinguir-se. Como corpo superior, deveria o Estado ter primazia frente aos indivíduos, que são apenas minúsculos fragmentos dele. O Estado deveria de fato reger a vida social por meio de leis, tendo elas que procurar sempre a justiça, que seria uma igualdade que se que concretiza das mais diversas formas. 
Para Aristóteles, havia a justiça distributiva, que toma as pessoas como desiguais, repartindo os bens de acordo com o nascimento, além do mérito de cada um. Daí a cada um consoante seus méritos, podendo o nascimento também corresponder a um mérito... A justiça que confronta a distributiva é a reparadora, que propicia a igualdade sinalagmática, equiparando os homens após seu nascimento; subdividida em justiça comutativa, que garante a igualdade pelo esforço de cada um, nem sempre suficiente para garantir igualdade alguma, e a justiça judicial, que age quando não forem suficientes as anteriores. Aqui o Estado entra em cena, devendo ser julgado com maior equidade e benevolência o caso entregue à justiça estatal.
A equidade, para Aristóteles, era a forma de conciliar a lei abstrata na aplicação ao caso concreto, ou seja, uma forma de adaptar a lei abstrata mediante maleabilidade e benevolência, mormente em face daqueles que mais necessitassem.
Enquanto Platão considerava o Estado meio único de efetivação do socialismo humano, desprezando as formas intermediárias, Aristóteles acreditava que o Estado era apenas a mais perfeita organização social, conferindo relevância aos outros aglomerados humanos, como a família, as tribos e as aldeias. Haveria um constante trespasse por esses agregados até se alcançar o mais perfeito deles que seria o Estado. A extinção da família e da propriedade privada pregada por Platão encontra, pois, em Aristóteles um veemente opositor.
A família seria fruto da natureza e formaria a aldeia, que, por sua vez, constituiria o Estado, único ente social que possuiria autarquia. O homem, para prescindir do Estado, deveria ser ou um Deus ou um bruto. 
Tenta Aristóteles explicar a escravatura como algo necessário à manutenção da sociedade, defendendo que os homens incapazes de governar deveriam ser dominados. Alguns nasceriam para ser livres, outros para ser escravos, haja vista que uma classe de pensadores dependeria de escravos para o desempenho das tarefas cotidianas, de modo a permitir que a elite pensante se dedicasse livremente à vida pública. 

Francisco Eliton Meneses
Filosofia do Direito - 1999       

terça-feira, 26 de junho de 2012

AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA



Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. Passaram os séculos, e a América Latina aperfeiçoou suas funções. (...) Mas a região continua trabalhando como um serviçal. Continua existindo a serviço de necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que ganham, consumindo-os, muito mais do que a América Latina ganha produzindo-os. (...) É a América Latina, a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano (...) Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar têm sido sucessivamente determinados, de fora, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo e a cadeia das dependências sucessivas torna-se infinita, tendo muito mais de dois elos, e por certo também incluindo, dentro da América Latina, a opressão dos países pequenos por seus vizinhos maiores e, dentro das fronteiras de cada país, a exploração que as grandes cidades e os portos exercem sobre suas fontes internas de víveres e mão-de-obra. (Eduardo Galeano. Las Venas Abiertas de América Latina, p. 5/6)


As Veias Abertas da América Latina, publicada em 1971, foi escrita pelo uruguaio Eduardo Galeano, retratando a história da América Latina, desde o período da colonização europeia até a atualidade, com olhos postos na exploração econômica e na dominação política do continente, inicialmente pelos europeus e seus descendentes e, depois, pelos Estados Unidos.
Há quem diga, ultimamente, que a obra é uma grotesca e mecanicista simplificação das ideias de Caio Prado Júnior, André Gunder Frank e Rodolfo Stavenhagen, ao escreverem, respectivamente, sobre o "sentido da colonização", o "desenvolvimento do subdesenvolvimento" e o "colonialismo interno". Há quem diga que se trata de uma obra maniqueísta que vicejou no terreno fértil de um cenário de ditadura militar e de "Guerra Fria". Há quem diga que a obra não passa de um consolo aos subjugados e inferiorizados, vítimas de uma culpa sempre atribuída aos outros, os que estão em situação melhor, invocando inclusive Freud e Nietzsche, que já haviam teorizado a respeito da "transferência da culpa", oriunda de "ressentimento" e de um "sentimento de inferioridade" (Visentini).
Não há dúvida de que se trata de uma crítica rebuscada, mas notoriamente conservadora e alheia à realidade, posto que a exploração econômica e a dominação política secular da América Latina não desapareceu num passe de mágica nas 03 (três) últimas décadas pós-ditadura militar. 
Em verdade, o que efetivamente mudou entre a época do lançamento da obra e os nossos dias foi somente a ditadura militar...
Demais disso, se a história da humanidade é um inexorável confronto entre vassalos e suseranos, o ressentimento contra o explorador não é um inconsequente complexo de inferioridade, mas um primeiro despertar, chamado de consciência, rumo à liberdade, ao passo que a recalcitrância conservadora se chama alienação e somente se presta a perpetuar o quadro de dominação.                  

segunda-feira, 25 de junho de 2012

IM WESTEN NICHTS NEUES



EL NACEDOR

¿Por qué será que el Che

tiene esta peligrosa 
costumbre de seguir naciendo?
Cúanto más lo insultan, lo manipulan,
lo traicionan, más nace.
El es el más nacedor de todos.

¿No será porque el Che decía lo que

pensaba y hacía lo que decía?
¿No será que por eso sigue tan
extraordinario, en un mundo donde
las palabras y los hechos muy rara vez se encuentran,
y cuando se encuentran no se saludan,
porque no se reconocen?

Eduardo Galeano 

sábado, 23 de junho de 2012

DER FALL VON BERLIN


Um momento sublime da humanidade: a retomada de Berlim pelos soviéticos. Nesse momento, desterrou-se o ódio nazista e sua paranoica ambição de dominar o mundo pela força. Hitler estava morto, brotando a esperança de um mundo novo, além de livre, mais igual.
Pena que o partido bolchevique degenerou e os homens da direção, seduzidos pela mesma força, abandonaram precocemente a ideologia socialista, convertendo a nascente esperança, na prática, numa nova modalidade de opressão impiedosa. 
A ideia da socialização dos bens de produção e da distribuição equitativa das riquezas da sociedade, no entanto, não é uma invenção marxista-leninista -- os nossos indígenas já a conheciam há séculos e ainda a praticam até os nossos dias --, permanecendo extremamente atual e válida como mecanismo de evolução social. Quanto aos homens, herdeiros de séculos de capitalismo selvagem, ainda há muito o que aprender. 
Aperfeiçoar o sistema antes de aperfeiçoar o homem capitalista iria naturalmente gerar a insuperável crise de adaptação. Os dilemas do homem e da sociedade não se resolvem somente com teoria político-econômica. De todo modo, enquanto não forem solucionados os problemas que deram origem ao desafio socialista, a luta continua.       

sexta-feira, 22 de junho de 2012

SERRA DA PENANDUBA


A pitoresca Serra da Penanduba, com seu imponente cume de 530 metros.
Mirante interno do Vale do Coreaú. "Parnaso" simbólico das letras palmenses.

Serra do Penanduba is a 1,739ft/530m mountain peak near Coreaú, Ceará, Brazil. Based on peakery data, is ranks as the 311th highest moutain in Brazil. 
Fonte: http://peakery.com/serra-do-penanduba/

Penanduba quase se tornou a denominação oficial do Município de Coreaú

O ano de 1943 reacendeu o movimento que findou consolidando a mudança da denominação do Município de Coreaú, até então chamado Palma, sob o pífio pretexto de haver, no Brasil, outras localidades com a mesma denominação, ocasionando embaraços nos serviços dos Correios...
"Nesse contexto, dois nomes foram indicados, Coreaú, denominação do rio, principal acidente geográfico que corta todo o território municipal e Penanduba, designativo de uma pequena serra existente no espaço geográfico de Palma. Uma grande disputa foi travada, saindo vitorioso o topônimo Coreaú, graças aos protestos veementes de muitos coreauenses, que se colocaram contra a outra opção." (Leonardo Pildas. História de Coreaú. Fortaleza. 2003. p. 57).
Malgrado o rechaço, naquela ocasião, o termo Palma prosseguiu sendo a denominação oficiosa e carinhosa empregada para se referir ao Município de Coreaú, invocado inclusive no batismo da Banda Municipal Lira Palmense, do time de futebol mais popular da cidade – o Palma – e da Academia Palmense de Letras.
Noutro passo, a Penanduba, outrora estigmatizada, tende a converter-se no "Parnaso" simbólico das letras palmenses...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

SOBREVIVO DO AMOR


Sobrevivo do amor.
Longe de você fico a sonhar,
Ao vê-la logo te almejo,
E perto parto para te amar.

Quando acordado penso,
Quando durmo sonho,
Em sua pele suave morena,
E seu semblante risonho.

Em sua pele encontro o perfume,
Em sua boca encontro o mel,
E em seu rosto encontro um olhar fiel.

Quando longe de você;
Sinto sede de te amar,
E perto não suporto só em te espiar.

Erandir Lima
Escritor palmense


Biografia: O escritor Erandir Lima nasceu em setembro de 1984. Filho dos agricultores Onofre Cardoso e Liduína Lima, cursou o 1º e 2º graus em Araquém/Coreaú (CE). Escritor desde 2002, já escreveu romances, poesias, contos (...). Obras: "Só Poesia", "Limara", "A Moçoila", "O Lourinho", dentre outras. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A PRAGA DAS DROGAS



Há mais de um ano e três meses atuando como Defensor Público no interior do Ceará, tenho notado que praticamente 90% (noventa por cento) dos crimes apurados pela Justiça estão relacionados direta ou indiretamente com o vício das drogas. Em Nova Russas, Tamboril e Aracati, as Cadeias Públicas andam lotadas de pessoas consumidas pelo uso das drogas, à semelhança quiçá de todas as demais prisões Brasil afora. Entre os próprios usuários ressoa unânime que o advento do "crack" surtiu um efeito devastador, tamanho o potencial de dependência gerado por dita - aliás, maldita - droga.
É inegável que o tráfico vem ganhando com folga a guerra contra o Estado e a sociedade, tendo-se infiltrado nos mais recônditos rincões do País, aliciando uma geração inteira para o mundo sombrio da dependência química. Os jovens excluídos socialmente são as presas mais fáceis, mas mesmo os filhos da elite presunçosa são atraídos pelo chamado cavernoso do vício, visto que, no dantesco teatro das drogas, todos inevitavelmente somos personagens, protagonistas ou figurantes.
Nessa tragédia, lamentavelmente, o Estado e a sociedade são os atores mais perdidos, guiando-se  unicamente pelo ódio e pelo medo, num atabalhoado círculo vicioso de culpa e punição. Ora, se a prisão normalmente já não ressocializa ninguém, para o dependente químico, o ócio e o alheamento familiar oferecido no cárcere são um convite para os distúrbios de toda ordem: desde a severa crise de abstinência, nos raros casos em que a droga não se infiltra na prisão, até ao consumo compulsivo tendente à overdose, quando a droga é comercializada à solta nas celas.
O Estado, preocupado em conter o célere proliferar das drogas, torna demasiadamente severa a legislação penal, equiparado a crime hediondo o tráfico e majorando as penas, declarando um tímido estado de guerra, sem aparente preocupação com a principal vítima da tragédia: a juventude viciada, que se converte em refugo carcerário, numa ilusória limpeza social. Tal vítima, no entanto, é aliciada na porta da escola decadente, não dispõe de projetos governamentais sérios tendentes a descortinar horizontes mais sedutores do que o da fuga da realidade oferecido pelo mundo das drogas, não possuindo sequer uma quadra de esporte para preencher o tempo ocioso de maneira salutar...
Em meio ao fogo cruzado, a sociedade somente aplaude eufórica o noticiário sensacionalista dos violentos confrontos policiais e padece silenciosa o descaminho dos filhos viciados.
Em verdade, muito pouco tem sido feito pelo Poder Público e pela sociedade. Combater a violência resultante das drogas somente com mais violência é algo que beira à desvairada paranoia - típica dos viciados. Os investimentos em projetos de reabilitação são quase insignificantes; os poucos que existem são mantidos mais pelo esforço hercúleo de seus altruístas idealizadores do que propriamente por compromissos governamentais.    
Algo de mais sério e eficiente há de ser feito, urgentemente. O território das drogas está-se expandindo perigosamente, trazendo consigo um cenário de violência desmedida. É hora de andar de mãos dadas, de reconhecer que estamos em desvantagem, mas que ainda somos franca maioria. É hora de cada um tomar uma atitude, depositando uma semente de esperança, quer na recuperação de quem já mergulhou no poço profundo das drogas, quer na realização de medidas que inibam a debandada da inocência juvenil para as trevas da dependência química.
É tempo de pedir socorro e de socorrer.

Francisco Eliton Meneses

terça-feira, 19 de junho de 2012

CHAGAS ABERTAS!


Diga-me com quem andas que te direi quem és ou se te acompanharei! Será a esperança seduzindo o medo ou o medo ludibriando a esperança? É recomendável não desacreditar na evolução das pessoas, quando elas se acham propensas a mudanças, mas é prudente ressaltar que mudança radical de caráter é algo absolutamente fortuito na experiência humana. Continuo acreditando na esperança, malgrado avesso a estratégias políticas dessa natureza, dispostas a abraçar o arcaico elitismo corrupto, em prol da ocupação oportuna de novos espaços eleitorais, no emaranhado cipoal do jogo político-partidário. Espero que se trate de estratégia efetivamente preocupada com a consolidação de um governo popular. Também torço para que a esperança não abandone a coerência principiológica e para que possua imunidade suficiente para resistir a tanto abraço infeccioso. Mas, se haverá contágio, maléfico ou não, somente o tempo dirá!