segunda-feira, 30 de abril de 2018
domingo, 29 de abril de 2018
HUMANITAS
La dignité de la personne humaine: "(...) est une perpétuelle quête dans le droit qui provient du droit romain et traverse toute l'histoire de notre savoir, ayant subi de multiples vicissitudes, qui n'ont jamais pu occulter la permanente demande réciproque: le droit réclame toujours, tout simplement parce que le savoir juridique n'est pas plus qu'un instrument pour la réalisation de l'être humain et, en tant que tel, il n'a pas de boussole quand il s'éloigne de l'anthropologie basique qui fait de lui une chose parmi d'autres choses." (Eugenio Raúl Zafarroni)
DONA RAIMUNDA
Morava sozinha naquela casa estreita. O tempo havia passado. A idade avançada impunha limitações. Pedia um menino para comprar o gás. Não se acostumara à luz elétrica. Preferia a lamparina durante a noite. Sentava na calçada no fim da tarde e somente se levantava para dormir. Não casara. Não tivera filho. A vida passara depressa. Ainda ontem, menina, corria livre na fazenda. Hoje vivia do aposento, já quase aos oitenta. Ensinou muitas gerações da cidade. Chegou pequena na rua. Aos quinze um amigo lhe propôs casamento. Era muito cedo. Precisava estudar. Não falou mais com ele depois da proposta. O tempo passou e não vieram novas propostas. Não queria ser como a mãe. Queria ser independente. Acabou sendo. Fora uma professora respeitada. Ocupara muitos cargos. Não se arrependia de nada. Cada um segue seu caminho. Não se sentia solitária. Tinha seus gatos, a vizinha amiga, uma prima que vinha visitá-la. Gostava de ver o retrato de formatura na parede. Os certificados emoldurados ao redor. Nunca pensou viver sob as asas de um homem. Durante um tempo pensou em criar um filho, mas o tempo era pouco e foi protelando a ideia. Quando a idade foi chegando, os problemas de saúde foram aparecendo e a ideia de adotar uma criança foi esquecida. Vivia feliz. Todo sábado ia à missa. Ouvia rádio na madrugada. Fazia a própria comida. Precisava de muito pouco. Não fossem os remédios sobraria dinheiro. Gostava de varrer a casa ouvindo música do seu tempo; varria a calçada, o quintal e a rua. Às cinco, já estava desperta para receber o padeiro...
sábado, 28 de abril de 2018
ULISSES x BLOOM
"Você não acha a busca por heroísmo uma baita vulgaridade? [...] Tenho
certeza, no entanto, de que toda a estrutura do heroísmo é, e sempre
foi, uma baita mentira e de que não há substituto para a paixão
individual como força motriz de tudo." (James Joyce)
Contexto: Odisseia (Homero) x Ulysses (Joyce)
sexta-feira, 27 de abril de 2018
MOLINOS DE VIENTO

— ¿Qué gigantes? —dijo Sancho Panza.
— Aquellos que allí ves — respondió su amo —, de los brazos largos, que los suelen tener algunos de casi dos leguas.
— Mire vuestra merced — respondió Sancho — que aquellos que allí se parecen no son gigantes, sino molinos de viento, y lo que en ellos parecen brazos son las aspas, que, volteadas del viento, hacen andar la piedra del molino.
— Bien parece — respondió don Quijote — que no estás cursado en esto de las aventuras: ellos son gigantes; y si tienes miedo quítate de ahí, y ponte en oración en el espacio que yo voy a entrar con ellos en fiera y desigual batalla.
(Don Quijote de La Mancha)
sábado, 21 de abril de 2018
LII
Somos seres que vagam num deserto,
À procura de ver qualquer miragem:
Um oásis que seja longe ou perto;
Uma tenda que sirva de paragem.
Quando é noite se dorme a céu aberto;
Temos sonhos despidos de coragem;
Quase todos pensando descoberto
O segredo que rege esta viagem.
Sob os raios do sol renasce a chama;
Há um mito distante que inda clama;
Um amor que nos faz sentir eternos.
Quando estamos à beira do delírio,
É preciso lembrar que há um Lírio,
A livrar-nos dos males dos infernos.
Eliton Meneses
quinta-feira, 19 de abril de 2018
SOBRE HÉROES Y TUMBAS : SABATO
– Creo que la verdad está bien en las matemáticas, en la química, en la filosofía. No en la vida. En la vida es más importante la ilusión, la imaginación, el deseo, la esperanza.
¿Qué, quieren una originalidad total y absoluta? No existe, en el arte ni en nada. Todo se construye sobre lo anterior. No hay pureza en nada humano.
(...) a medida que nos acercamos a la muerte también nos acercamos a la tierra, y no a la tierra en general, sino a aquel pedazo, aquel ínfimo (¡pero tan querido, tan añorado!) pedazo de tierra en que transcurrió nuestra infancia, en que tuvimos nuestros juegos y nuestra magia, la irrecuperable magia de la irrecuperable niñez.
(...) la memoria es lo que resiste ao tiempo y a sus poderes de destrucción, y es algo así como la forma que la eternidad puede asumir en ese incessante tránsito.
Siempre – decía – llevamos una máscara, una máscara que nunca es la misma sino que cambia para cada uno de los papeles que tenemos asignados en la vida: la del profesor, la del amante, la del intelectual, la del marido engañado, la del héroe, la del hermano cariñoso.
(...) quedamos así durante esos instantes que no forman parte del tiempo sino que dan acceso a la eternidad.
(...) no se puede luchar durante años contra un poderoso enemigo sin terminar por parecerse a él (...)
Eran como dos universos opuestos, y, sin embargo, de algún modo estaban entrañablemente unidos por un vínculo ininteligible pero poderoso.
(...) no hay casualidades sino destinos. No se encuentra sino lo que se busca, y se busca lo que en cierto modo está escondido en lo más profundo y oscuro de nuestro corazón.
Todavía no había llegado la época en que uno sabe que nada de los seres humanos debe asombrarnos.
(Ernesto Sabato. in Sobre héroes y tumbas. )
sábado, 31 de março de 2018
FRASE DO MÊS
"(...) nadie siente tanto desdén por los pobres diablos como los pobres diablos con uniforme." (Ernesto Sabato. in Sobre héroes y tumbas)
DRUMMOND
Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.
Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.
(...)
Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.
(Nosso Tempo. Carlos Drummond de Andrade)
quinta-feira, 29 de março de 2018
JUSTIÇA?
– Ah, mas como você continua gostando do Lula, um condenado da justiça?
– Meu filho, meu maior ídolo da literatura é o Dostoiévski, que foi
condenado à pena de morte pela justiça russa... Aliás, Sócrates tomou
cicuta condenado pela justiça grega; Jesus também foi condenado à morte
pela justiça romana; Mandela à prisão perpétua pela justiça
sul-africana; Olga Benário entregue ao regime nazista pela justiça
brasileira para ser morta... Enfim, ao longo da história, a justiça do
Estado nunca foi um bom parâmetro...
quarta-feira, 28 de março de 2018
SEPARAÇÃO
Contemplava da janela do segundo andar o bairro distante onde estava sua família. A mulher e a filhinha de um ano estavam sem ele. Sua vida entrou numa espiral decadente. Há poucos meses tudo corria bem. Sua filha acabava de nascer, o comércio ia bem, a mulher estava feliz... até que Natacha apareceu e desnorteou sua vida. Os encontros ocasionais tornaram-se cada vez mais frequentes, até acabarem sendo descobertos por Amanda.
Passara os quatro dias de Carnaval com Natacha, quando voltou para casa, Amanda não estava. Decidira ir com a filha para a casa da mãe. Roberto preferiu não ficar na casa alugada. Foi morar com um amigo chinês. Amanda continuou tocando sozinha a pequena loja do casal no Centro. Como não conseguia arrumar emprego, dois meses depois da separação, Roberto não tinha dinheiro nem para pagar a passagem de ônibus de onde morava para o Centro. O amigo chinês começava a se impacientar. Roberto não contribuía em nada com as despesas. Yang passava a noite fora e quando chegava dificilmente encontrava o que deixara na geladeira. Certo dia, perdeu o controle:
Passara os quatro dias de Carnaval com Natacha, quando voltou para casa, Amanda não estava. Decidira ir com a filha para a casa da mãe. Roberto preferiu não ficar na casa alugada. Foi morar com um amigo chinês. Amanda continuou tocando sozinha a pequena loja do casal no Centro. Como não conseguia arrumar emprego, dois meses depois da separação, Roberto não tinha dinheiro nem para pagar a passagem de ônibus de onde morava para o Centro. O amigo chinês começava a se impacientar. Roberto não contribuía em nada com as despesas. Yang passava a noite fora e quando chegava dificilmente encontrava o que deixara na geladeira. Certo dia, perdeu o controle:
– Vá tomar cu! Vá tomar cu!
Roberto já sabia o motivo da explosão, mas, ainda assim, interrogou o amigo:
– O que foi Yang?
– O meu Toddynho?! Tomou o meu Toddynho! Vá tomar cu! Num compa nada!
Roberto não tinha um tostão no bolso. Vira-se obrigado a devorar o que o chinês deixava na geladeira. Em instantes, Yang dormia, mesmo com fome, e a paz voltava a reinar. Então aparecia Natacha, toda manhã, para continuar o romance que pusera Roberto entre o abismo do prazer e o do desespero.
Aquilo não podia continuar. Estava destruindo sua vida estupidamente. No aniversário de sua filha, não esteve presente. Passara o dia deitado com Natacha. Sua família não merecia aquilo. Precisava dar um basta. Não amava Natacha, mas uma força irresistível parecia amarrá-lo a ela. Uma força que depois da separação foi esmaecendo. Não imaginava que Amanda o deixaria. Descobriu o quanto gostava da mulher e da filha depois da separação.
A frieza de Natacha o incomodava. Ela parecia feliz com a separação, mesmo sabendo de toda a aflição e angústia que o caso envolvia. Não se importava com o sofrimento alheio. Tinha a separação como conquista pessoal. Finalmente Roberto seria exclusividade seu... No entanto, seus planos começaram a ruir definitivamente quando, no terceiro mês da separação, o pai de Roberto teve um ataque cardíaco fulminante e veio a óbito.
Seu Adolfo adorava a nora. A última vez que Roberto o vira foi numa fila para entrar no estádio, um mês antes da separação. Quando Seu Adolfo o avistou com Natacha, deu as costas e foi embora balançando a cabeça.
No enterro de Seu Adolfo, Roberto implorou para voltar para casa. Para sua surpresa, Amanda aceitou, obviamente, com algumas condições. Foi difícil ligar para Natacha e dizer que era o fim. Mas faria qualquer coisa para voltar para casa. Reencontrou a mulher e a filha de braços abertos. O sol parecia ter voltado a brilhar depois de uma noite escura. Os dias que se seguiram ao da reconciliação foram os mais felizes da sua vida, até que Natacha ligou e disse que estava grávida.
domingo, 25 de março de 2018
NOSSO TEMPO
– Negada da Palma é muito saudosista, vive só contando vantagem do passado, como se antes fosse tudo melhor do que o presente.
– Isso é natural do ser humano, sobretudo quando vai envelhecendo. Os velhos costumam fazer apologia do passado, mesmo quando o passado tenha sido mais amargo do que o presente.
– Não digo em relação às experiências que cada um teve. É claro que, mesmo em condições adversas, cada um pode se recordar com saudade das pequenas coisas da vida, como o banho de rio, ou mesmo de outras essenciais, como a mãe que o tempo levou. Mas não falo desse aspecto, falo especificamente do aspecto socioeconômico. Por mais que vivamos tempos difíceis, muita coisa melhorou em relação, por exemplo, à época em que éramos meninos.
– Com certeza. Quando éramos meninos, as crise eram permanentes e tinham contornos muito mais dramáticos do que essas atuais.
– Hoje mostram fotos dos anos 80 e dizem: – Naquele tempo as pessoas eram magras! – Ora, as pessoas eram magras porque comiam pouco! Lembra como era?
– Lá em casa chegamos a dividir um ovo pra dois no almoço. Sovela que não vendia ia pro sol, escalada, e, mesmo banida, era aproveitada na janta.
– Lá em casa o problema não era só a mistura. Muitas vezes não faltava só o ovo, faltava era o arroz mesmo.
– Lembra da merenda no Grupo?
– Ah, depois da merenda metade da classe ia embora. Meninada da rua do Cemitério ia só pra merendar. Depois da merenda, capavam o gato... Quando era ovo, ficava sempre um misto de cheiro de ovo cozido com o da flatulência de quem acabou de comê-lo...
– As coisas eram muito difíceis. Lá em casa faltava dinheiro pro gás e o jeito era buscar lenha no mato, desmanchando as cerca alheia...
– Hoje pouca gente pede esmola. Naquele tempo, toda hora tinha gente na porta: – Uma esmolinha pelo amor de Deus?! – Perdôe!
– Agora até na Semana Santa quase não se vê gente pedindo. Naquele tempo, era uma multidão de pedinte que invadia a Palma na Semana Santa. Os comércios fechavam pra não serem saqueados.
– A gente tirava mata-fome e castanhola não era por simples diversão. Era pra comer mesmo...
– Quando era tempo de caju, a gente se dava de bem. Quem não gostava eram os donos dos cajueiros...
– No inverno tinha pau-do-rio e remela, que davam na beira do rio, sem dono...
– As famílias eram numerosas e faziam um malabarismo danado pra o pouco de comer dar pra todo mundo. Quem comia por último arriscava não ficar com nada...
– Quando eu vendia peixe, eram poucas as pessoas que compravam. Não se comia peixe... E carne muito menos... A mistura mais comum era ovo... Frango no sábado e, carne, talvez, no domingo...
– Era comum pegarem a ata verde, enrolarem num pano e esperarem amadurecer.
– O café da manhã era só café mesmo com um pedaço de pão, às vezes com manteiga.
– Agora até na Semana Santa quase não se vê gente pedindo. Naquele tempo, era uma multidão de pedinte que invadia a Palma na Semana Santa. Os comércios fechavam pra não serem saqueados.
– A gente tirava mata-fome e castanhola não era por simples diversão. Era pra comer mesmo...
– Quando era tempo de caju, a gente se dava de bem. Quem não gostava eram os donos dos cajueiros...
– No inverno tinha pau-do-rio e remela, que davam na beira do rio, sem dono...
– As famílias eram numerosas e faziam um malabarismo danado pra o pouco de comer dar pra todo mundo. Quem comia por último arriscava não ficar com nada...
– Quando eu vendia peixe, eram poucas as pessoas que compravam. Não se comia peixe... E carne muito menos... A mistura mais comum era ovo... Frango no sábado e, carne, talvez, no domingo...
– Era comum pegarem a ata verde, enrolarem num pano e esperarem amadurecer.
– O café da manhã era só café mesmo com um pedaço de pão, às vezes com manteiga.
– A gente guardava os pacotes de café pra trocar por toalha de mesa...
– E juntava as tampas de refrigerante pra trocar por copo de plástico...
– Tinha uma professora – lembra? – que adorava ganhar de presente tamarindo. Só passava nas provas dela quando dava tamarindo...
– Pior era o outro, que a gente dava de presente um cururu inchado na gaveta do birô...
– Difícil era ganhar dinheiro naquele tempo. Muito mais que hoje. A cidade devia ter uns cinco ricos. O resto era tudo pobre. Uns pobres que podiam comer razoavelmente bem e muitos, muitos pobres que comiam muito mal. Daí a magreza generalizada...
– A gente era menino e ajudava no que podia. Trazia pra casa uma fruta, um feixe de lenha, meio litro de leite do curral... Pros adultos devia ser muito mais difícil. Os poucos que tinham algum emprego encontravam dificuldade em administrar o ordenado; os que não tinham emprego tinham dificuldade em arrumar qualquer trocado.
– As pessoas tinham muito pouco. Carro, moto, nem pensar, quando muito uma bicicleta velha. O desafio era a sobrevivência diária.
– Lembro da emoção das negras Sabino ao receberem umas latas vazias que mamãe sempre guardava pra elas. Até hoje não sei o que elas faziam com aquelas latas...
– E juntava as tampas de refrigerante pra trocar por copo de plástico...
– Tinha uma professora – lembra? – que adorava ganhar de presente tamarindo. Só passava nas provas dela quando dava tamarindo...
– Pior era o outro, que a gente dava de presente um cururu inchado na gaveta do birô...
– Difícil era ganhar dinheiro naquele tempo. Muito mais que hoje. A cidade devia ter uns cinco ricos. O resto era tudo pobre. Uns pobres que podiam comer razoavelmente bem e muitos, muitos pobres que comiam muito mal. Daí a magreza generalizada...
– A gente era menino e ajudava no que podia. Trazia pra casa uma fruta, um feixe de lenha, meio litro de leite do curral... Pros adultos devia ser muito mais difícil. Os poucos que tinham algum emprego encontravam dificuldade em administrar o ordenado; os que não tinham emprego tinham dificuldade em arrumar qualquer trocado.
– As pessoas tinham muito pouco. Carro, moto, nem pensar, quando muito uma bicicleta velha. O desafio era a sobrevivência diária.
– Lembro da emoção das negras Sabino ao receberem umas latas vazias que mamãe sempre guardava pra elas. Até hoje não sei o que elas faziam com aquelas latas...
– Como tudo era muito difícel, valorizavam-se as pequenas coisas. Uma coleção de carteira de cigarro dobrada em forma de dinheiro, um saco de tampas, um saco de bilas... Hoje a meninada nem sabe o que é isso. Vive tudo no videogame e no celular...
– Os tempos mudaram. As pessoas hoje lutam pra perder peso. Naquele tempo, lutavam pra ganhá-lo...
– Isso não quer dizer que antes se era mais ou menos feliz do que hoje. Apenas quer dizer que as coisas eram muito mais difíceis...
– Os tempos mudaram. As pessoas hoje lutam pra perder peso. Naquele tempo, lutavam pra ganhá-lo...
– Isso não quer dizer que antes se era mais ou menos feliz do que hoje. Apenas quer dizer que as coisas eram muito mais difíceis...
sexta-feira, 23 de março de 2018
TEMPO
A Persistência da Memória : Salvador Dalí
"Somos o tempo. Somos a famosa
parábola de Heráclito, o obscuro.
Somos a água, não o diamante duro, (...)" (Borges)
"Somos o tempo. Somos a famosa
parábola de Heráclito, o obscuro.
Somos a água, não o diamante duro, (...)" (Borges)
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