terça-feira, 31 de julho de 2018

FRASE DO MÊS


"O ideal está no futuro não como objeto de desejo, mas como referência de direção." (Kant)

SÍMBOLO


A vida e a arte andam entrelaçadas. Quando as circunstâncias parecem inconciliáveis, uma serve de refúgio para a outra. Os símbolos escondem às vezes na arte o que a vida não permite ostentar. O amor interdito pode ser depositado em duas caixinhas decoradas cada uma com um coração, como uma aliança simbólica talvez mais representativa do que uma clássica aliança de ouro. Essas duas caixinhas, onde quer que elas estejam, devem ser muito bem cuidadas, pois são elas que simbolizam o amor que realmente existe mas que não pode ser ainda desenvolvido em sua plenitude; são elas que colmatam o vazio da vida e asseguram a plenitude no plano ideal; são elas, enfim, que afiançam a existência da cumplicidade do amor e a coragem de exercê-lo, ainda que na medida limitada do possível. A retirada das caixinhas representa a morte de um plano, significa o rompimento do elo do amor e é o mais notório sinal de que a vida venceu a arte e de que o sonho acabou.   

AFORISMOS: SOBRE O AMOR


O amor vence (quase) tudo.

O amor é uma via de mão dupla. 

A coragem é da essência do amor.

Não finja amizade diante do amor.

O amor e o tempo são os dois grandes mistérios.

BORGES


"— ¿Considera que somos un país culturalmente atrasado?
— Sí; creo que sí. Estamos padeciendo todavía en lo intelectual y en lo moral, las consecuencias de la época de la dictadura.
— ¿Cómo se manifiesta ese atraso?
— Entre otras formas, por una incapacidad para desarrollar esfuerzos desinteresados. Todo se hace con propósitos materiales, especialmente pecuniarios. (...)"
(Jorge Luis Borges, em entrevista sobre a Argentina, mas que poderia ser sobre o Brasil...)

domingo, 29 de julho de 2018

UM BREVE OLHAR SOBRE O MUNDO HODIERNO


Vivenciamos ontem um fenômeno astronômico interessante. Fosse num passado mais distante, ficaríamos estupefatos e assombrados. Mas não. De antemão a ciência cuidou de explicar. Como tem explicado tantos outros fenômenos. Estamos vivendo uma época de ouro. Várias tecnologias, aperfeiçoamento em diversos campos (Medicina, Matemática, Engenharias, etc). Também destaque para as proezas da rede mundial de computadores. Tudo mais fácil, mormente na seara da comunicação.  Alguns desinformados acham que o fim do mundo. Nada disso. Estamos caminhando, conquanto ser humano. Até nosso pensamento evoluiu. Tudo mudou. Como sempre vai mudando. Aceitar e compreender as mudanças, torna-nos mais aptos para a convivência. Por detrás disso há um SER no comando. Somos eternas criaturas, dotadas de corpo e espírito. O que é transcendental foge ao nosso raciocínio, à razão humana. Há muito MISTÉRIO nesse sentido. A Ciência, a Filosofia e a Religião buscam em vão respostas. Muito embora a Filosofia afirme que muito mais faz perguntas, mais indaga do que responde. A zona do MISTÉRIO sempre foi e será um campo de segredos (secreto). Não nos cabe desvendar. Cabe-nos viver, cada mimento da vida, em sua plenitude, com responsabilidade, como "se não houvesse amanhã". A vida é um dom belíssimo. O futuro ninguém sabe. E para terminar, coloquemos sempre uma dose de AMOR em tudo à nossa frente.

Fé em DEUS, fé na VIDA.

Fernando Albuquerque

quarta-feira, 25 de julho de 2018

ELA

Poeta sou e não nego;
Escrevo, canto e suspiro;
Talvez a dor que carrego
Já vem no ar que respiro. 

A flor menina que rego,
É nela em que me inspiro.
A outra face do ego,
Por quem no mundo deliro.

Bem sei ao certo o que quero:
Seguir com quem eu venero
Por cada passo da vida.

Com ela sou todo afeto,
Me sinto eu mesmo, completo;
Sem ela, barca perdida.

Eliton Meneses

quinta-feira, 12 de julho de 2018

SAUDADE





"Saudade mata, é verdade;
Mas dessa morte eu me esquivo.
Como morrer de saudade,
Se é de saudade que eu vivo?"
  
                   (Antônio Pereira)

Saudade sentia de noite;
Saudade sentia de dia;
Não sei se morreu de saudade
Ou se de saudade vivia.

(Eliton Meneses)

segunda-feira, 9 de julho de 2018

PONDÉ


Em entrevista à Globonews, Luiz Felipe Pondé, um dos principais pensadores nacionais da atualidade, acaba de dizer que não se incomoda de ser chamado de direita, porque, dentre outras coisas, segundo ele, invocando Margaret Thatcher (sic), debaixo de tudo que o comunismo pisa não nasce grama... Ou seja, um dos nossos principais pensadores não sabe a diferença entre esquerda e comunismo (...), demonstrando que, nesse aspecto, está no mesmo nível intelectual de um Alexandre Frota e de um Bolsonaro.
Foi-se o tempo em que me mortificava com a eliminação da seleção nacional de futebol numa Copa do Mundo. Hoje, trocaria facilmente uma Copa do Mundo por um Prêmio Nobel, mesmo considerando ambos igualmente contestáveis.
Hoje, o que me incomoda, por exemplo, é países como a Argentina, o Chile, a Colômbia, o México, o Peru (...) terem vencido o Nobel e o Brasil jamais ter chegado sequer perto de ganhar um, em mais de 100 (cem) anos de premiação...

sábado, 7 de julho de 2018

LVII


Por onde andarás, amada minha?
Por onde andarás, por esta hora?
Talvez a andar em meio à flora;
Talvez a sonhar em meio à vinha.

Queria saber onde caminhas;
Queria te ter comigo agora;
Sairmos nós dois no mundo afora;
Perdermos nós dois as mesmas linhas.

A barca no mar ainda espera,
Saudosa na noite, à luz da lua,
Que chegues sorrindo, forte e bela.

Quem sabe amanhã a primavera
Trará uma flor, só minha e tua,
Num vento que sopre a nossa vela.

Eliton Meneses

sexta-feira, 6 de julho de 2018

ELIMINAÇÃO


Na primeira Copa do Mundo de que tenho lembrança (Copa de 86), depois da eliminação para a França, mamãe flagrou papai chorando num canto e, com a sutileza de um elefante numa loja de vidros, tentou reconfortá-lo:
– Deixa de ser besta, cabra besta! Esses caboco não vão te dar nem um prato de comida pra comer...!!

P.S.: Ao fim e ao cabo, é apenas um jogo; ganhar ou perder faz parte... A vida é muito maior!

sábado, 30 de junho de 2018

FRASE DO MÊS


"(...) et nous errions, nourris du vin des cavernes et du biscuit de la route, moi pressé de trouver le lieu et la formule. (Arthur Rimbaud)

COPA DO MUNDO


Nasci quatro meses antes da Copa do Mundo de 78. Não tenho qualquer recordação da Copa de 82. Na Copa de 86, lembro vagamente de alguns jogos, dos gols do Josimar e sobretudo do último jogo do Brasil contra a França. Estava tão seguro que, durante a partida, fui com uma turma ver o circo que havia chegado há poucos dias no Alto, quando a partida já estava 1x0 para o Brasil. Na volta, a França de Michel Platini havia empatado e vi meu pai chorar depois das disputas nos pênaltis. Em 90, lembro de cada jogo da Copa, sobretudo do último contra a Argentina. Depois do lance do Maradona e do gol de Canigglia, saí pelas ruas da Palma meio perplexo, parando vez por outra nas casas pra ver se o Brasil já havia empatado. O empate não veio. A tristeza foi enorme. Os Bréus diziam que o Brasil só tinha sido campeão quando a bola era quadrada. Depois da derrota precoce em 90, a sensação era de que não seríamos nunca mais campeões. Pedão, depois da Copa de 86, passou quatro anos usando a camisa da Argentina... Em 1994, já em Fortaleza, não aguentei ver a disputa de pênaltis na final. Somente quando vi a comemoração na cobrança do pênalti do Baggio, voltei da rua pra também comemorar. Em 98, assisti à derrota na final na casa da irmã. Só ela e eu. Ela muito grata por eu consolá-la da derrota inusitada por 3x0 para a França. O Brasil foi à final, já era alguma coisa. A França era dona da casa e nunca havia conquistado uma Copa. Em 2002, consegui assistir à final contra a Alemanha, mas em pé e caminhando de um lado pra outro, naquela inesquecível manhã de domingo. Depois da vitória, fomos à praia com o Gilmar. Em 2006, vi em casa a França novamente ser o algoz do Brasil com o gol de Tierry Henry. Em seguida fomos passear na Praça da Gentilândia. Ah, o Brasil já era penta, não se ganha sempre... Em 2010, foi a vez da Holanda ser nosso algoz. Morava em Roraima, mas passava férias em Fortaleza. Assisti ao primeiro tempo no estacionamento do Condomínio Marly. 1x0 pro Brasil, jogando muito. Depois veio o segundo tempo, as coisas desandaram e a Holanda virou com Sneijder. Foi bem frustrante. Depois de três finais seguidas em 94, 98 e 2002, estávamos mal acostumados. Cair pelo caminho nas duas Copas seguintes demonstrava que o Brasil já não tinha a hegemonia do futebol. Em 2014, tudo andou bem até o jogo contra a Alemanha. A Copa era em casa e mesmo sabendo que o Brasil não era a melhor equipe, o fator casa e o peso da camisa poderiam ajudar, sobretudo numa semifinal e numa final. Nada disso importou para a Alemanha, que friamente, aproveitando-se, claro, da ausência de Neymar e de Thiago Silva, além do descontrole emocional da Seleção, aplicou-nos o histórico 7x1. A derrota para a Holanda por 3x0 na disputa do terceiro lugar acabou sendo um detalhe. Agora em 2018, sem Alemanha e Argentina, já eliminadas, e sem a Itália, que nem chegou a se classificar para a Copa, o Brasil teria chance, se não viesse jogando um futebol tão precário e se não tivesse ainda pela frente, por exemplo, seleções como a Espanha e a França... Ih, de novo a França... De qualquer modo, como ninguém mais pode ser penta nesta Copa e o Brasil ainda pode até ser hexa, estamos aqui para torcer... Vamos, Brasil!

ALTOS E BAIXOS : ESPECIAL COPA DO MUNDO


EM ALTA

O Uruguai, que tem um time inteiro muito bom, começando pelo goleiro Muslera e terminando com Soaréz e Cavani, que, além de craques, jogam cada partida da Copa do Mundo como se fosse a última de suas vidas.  

EM BAIXA 

As atuais campeã e vice, Alemanha e Argentina. A Alemanha, por um certo salto alto, acabou eliminada na primeira fase. A Argentina tinha Messi, Di María e Mascherano, mas, para além desses, era um time bem ordinário, sobretudo na defesa, e foi eliminado, com justiça, nas oitivas.

EM ALTA 

A reafirmação de que o futebol é um esporte coletivo. Ninguém ganha sozinho uma competição como a Copa do Mundo. É preciso ter uma grande equipe para além de um craque fora de série. Por isso, Messi e Cristiano Ronaldo se despediram no mesmo dia da Copa da Rússia. A Argentina e Portugal nesta Copa passaram longe de serem boas equipes. Quando isso acontece, não há Messi, nem Cristiano Ronaldo, nem Pelé, nem Maradona que resolva... 

EM BAIXA 

O futebol africano, cujas seleções foram todas eliminadas na primeira fase da Copa do Mundo.

CHOICE TO MARRY


"(...) the person whom you choose to marry is perhaps the single most vivid representation of your own personality. Your spouse becomes the most gleaming possible mirror through which your emotional individualism is reflected back to the world. There is no choice more intensely personal, after all, than whom you choice to marry; that choice tells us, to a large extent, whom you are." (Elizabeth Gilbert)